De todas, a viagem ao Egipto foi das que mais me marcou. Foi em 2008, na EgypthAir. Ainda tinha os cabelos claros e o meu corpo suportava o impacto das marés. Lembrei-me hoje dela, por via da tragédia.
Mais uma, menos uma e, um dia destes, damos por nós calcinados, indiferentes, acomodados pelas rotinas trágicas do quotidiano.
Os nossos olhos, o nosso corpo, o nosso espírito banalizam, dia após dia, a fúria, a raiva, a dor. E somos nós, inteiros, ou em pedaços que procuramos o medo com medo de o perder.



19 de Maio de 2016.
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