domingo, 23 de fevereiro de 2020

Do ano passado para este ano, o ciclo repete-se.
A acabar um livro. De malas feitas para uma nova "partida". À beira rio. À beira Sol. À beira Tempo.
Desabafo perdido na contagem.
Quando se acaba um livro, resta um vazio gélido como se um estilete afiado nos perfurasse o corpo. A orfandade que nos escorre pelos dedos, adensa-se à medida que os anos vão invadindo a penumbra dos dias.
Depois, um novo ciclo recomeça. Parte-se para outra viagem e o corpo enlouquece na insensata busca de um novo desconhecido.
Entre amantes entorpecidos pela escultura do tempo, a perenidade das linhas que escoam pelos sentidos, universaliza o relativo.

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