Há um ano. Mas a infâmia mantem-se e medra no silêncio.
Aqui fica.
Aqui fica.
Acerca da infâmia
Quer queiramos quer não, as redes sociais têm, nos tempos que correm, um papel charneira, na divulgação e no ataque a situações de comprovado atentado à liberdade de pensar e de agir, até porque, ao contrário da grande maioria da comunicação social, escrita ou televisiva, não se encontram submetidas à compulsividade ideológica que, cada vez mais, caracteriza esta.
Se uma rede social é um veículo de socialização, de partilha de eventos, mais ou menos pessoais, ela é sobretudo, na minha óptica, uma arma fundamental para a divulgação e permuta de ideais culturais, sociais e políticos que urge preservar. Porque a história-acontecimento versus acontecimento-história, de Marc Férro é uma realidade ineludível.
Vem isto a propósito do vídeo da SIC, amplamente divulgado nas redes sociais, hoje.
Há manchas, há nódoas, cada vez mais expostas sem vergonha, sem pudor, na informação. Mas este caso ultrapassa a vergonha e a nódoa. É um ultraje, um atentado à dignidade humana, uma negação total dos valores e dos direitos que o ser humano e, neste caso específico a Mulher, alcançou com luta e dor. É uma subversão dos valores fundamentais, uma apologia da passividade, da subserviência, do sofrimento. Enlameia, rebaixa uma camada mais fragilizada da sociedade, remetendo-a para o limbo da ignorância e do obscurantismo.
Só a denúncia não basta. É nosso dever, nossa obrigação, exigir que a ERC tome, com urgência uma posição, clara e inequívoca, em relação ao programa, ao canal televisivo que o emite e à mulher arrogante e perigosa que o veicula.
O que está em causa não é tão só uma questão no feminino. É, sobretudo uma violação da identidade, uma apologia do opressor, uma aniquilação do homem enquanto ser pensante e livre.
Quer queiramos quer não, as redes sociais têm, nos tempos que correm, um papel charneira, na divulgação e no ataque a situações de comprovado atentado à liberdade de pensar e de agir, até porque, ao contrário da grande maioria da comunicação social, escrita ou televisiva, não se encontram submetidas à compulsividade ideológica que, cada vez mais, caracteriza esta.
Se uma rede social é um veículo de socialização, de partilha de eventos, mais ou menos pessoais, ela é sobretudo, na minha óptica, uma arma fundamental para a divulgação e permuta de ideais culturais, sociais e políticos que urge preservar. Porque a história-acontecimento versus acontecimento-história, de Marc Férro é uma realidade ineludível.
Vem isto a propósito do vídeo da SIC, amplamente divulgado nas redes sociais, hoje.
Há manchas, há nódoas, cada vez mais expostas sem vergonha, sem pudor, na informação. Mas este caso ultrapassa a vergonha e a nódoa. É um ultraje, um atentado à dignidade humana, uma negação total dos valores e dos direitos que o ser humano e, neste caso específico a Mulher, alcançou com luta e dor. É uma subversão dos valores fundamentais, uma apologia da passividade, da subserviência, do sofrimento. Enlameia, rebaixa uma camada mais fragilizada da sociedade, remetendo-a para o limbo da ignorância e do obscurantismo.
Só a denúncia não basta. É nosso dever, nossa obrigação, exigir que a ERC tome, com urgência uma posição, clara e inequívoca, em relação ao programa, ao canal televisivo que o emite e à mulher arrogante e perigosa que o veicula.
O que está em causa não é tão só uma questão no feminino. É, sobretudo uma violação da identidade, uma apologia do opressor, uma aniquilação do homem enquanto ser pensante e livre.
O programa “A Vida nas Cartas – O Dilema” há muito que ocupa as primeiras horas de emissão da SIC. Mas se antes era conduzido em exclusivo por Maria Helena Martins, o espaço é agora partilhado com Carla Duarte, especialista em Tarot de Marselha.
Foi justamente num episódio conduzido por esta, no passado dia 2, que um dos telefonemas chegou de uma mulher, que se identificou como Maria da Glória, de 64 anos, e que pretendia saber mais sobre a sua saúde, mas também descobrir se o seu marido teria outra mulher.
Não é preciso muito tempo de conversa para perceber que Maria da Glória é vítima de violência doméstica há 40 anos, de um marido que bebe. Perante isto, Carla Duarte lê nas cartas que o marido desta mulher não tem outra mulher, até porque aquilo que procura não é uma mulher, mas uma figura maternal. Justamente por isto, Maria da Glória deve ser essa mãe e nutrir o marido, ter paciência, e não discutir nem procurar conflitos. Até porque “quando damos amor recebemos amor, mesmo que seja em menor quantidade, e quando damos violência recebemos violência”, ouve-se no programa da SIC. “Mime o seu marido”, remata a apresentadora.
Este vídeo está já a circular pela internet e com ele uma onda de indignação em relação à reação da apresentadora que não aconselha a que seja contactada a APAV. A SIC não emitiu qualquer comunicado sobre a situação.












