
Jean Ferrat (1930-2010) morreu sábado, 13 de Março, aos 79 anos.
Para as gerações mais novas este nome pouco significado terá. Contudo, para os que, como eu, viveram, contestaram e amaram, nos anos 60 e 70, ele é uma referência incontornável de um tempo em que a força das causas determinava o destino dos nossos sonhos. Corremos mundos à boleia ao som de Ferrat, de Brel, de Ferré, de Brassens, de Regianni, de Greco. Desfizémos os medos, deixámos os cabelos ao vento, soltámos a raiva, apaixonámo-nos infinitamente e tornámo-nos sábios na imensidade do tempo.
Militante convicto da liberdade, Jean Ferrat, evocou nesta balada, a deportação para os campos de extermínio nazis como Auschwitz, onde morreu o seu pai. Que mais dizer? Restam as causas, fica a voz, perduram os poemas. Viva a Poesia!
A voz de Ferrat faz parte de uma parte do passado de muitos de nós...
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