Fim - Quando eu morrer batam em latas, Rompam aos saltos e aos pinotes - Façam estalar no ar chicotes, Chamem palhaços e acrobatas.
Que o meu caixão vá sobre um burro Ajaezado à andaluza: A um morto nada se recusa, E eu quero por força ir de burro... Mário de Sá Carneiro, Antologia poética.
quinta-feira, 13 de junho de 2019
Não é a porta das Leoas, em Micenas. Tão pouco será uma paisagem poética "byroniana" ou uma natureza romântica e solitária de Friedich. É tão somente a antecâmara de uma casa em ruínas, no Portugal profundo, onde me encontro. É tão somente o que os meus olhos vêem, quando acordo no silêncio da terra. Para lá da antecâmara quem habitará?