sexta-feira, 22 de março de 2019

Redacção ao fim da tarde.
Eu gosto muito do facebook!
O facebook é a diversidade da vida no seu sentido prosaico, mundano, sábio e aguerrido só que em modo pikachu.
O facebook tem de tudo: saldos de estação, saldos fora da estação, mitologias de vida, erros de ortografia, humor com riso ou sem riso, muitas análises com substância e sem substância.
O facebook é a natureza, os conselhos domésticos, a culinária (ainda que a esta vertente tenha sido poupada), as fotos de antanho num desejo imparável de alcançar o fausto goethiano nos jardins do desencanto.
O facebook gosta muito de transmitir recados subliminares colocados em páginas de outrem com o fim de atingir um receptor que navega noutras marés, num correpio de diálogos e monólogos circulares em paráfrases em busca do Wally.
Aqui quer imitar a vida face to face. Eu digo à vizinha do lado para dizer à vizinha de cima que não puxe o autoclismo às 4 da manhã.
En passant, o prosaico exemplo não passa de uma metáfora. Por cima só tenho a placa do edifício, ou, na realidade mais recorrente, o outro dono disto tudo que deixa as luzes acesas toda a noite, porque é accionista do Mexia.
E esta é a parte negra do facebook. Ainda que não se tenha passado comigo, só demonstra que há almas tortuosas que se mascaram sob os paradoxos de Zenão.
Entretanto como o texto já vai longo e a tarde avançada, vou ali discutir cara a cara com os gajos da Nos que me têm andado a endrominar com os routers defeituosos.
Deixo-vos em jeito de despedida a têmpera de Boticelli, porque a Primavera já chegou.A imagem pode conter: uma ou mais pessoas