quarta-feira, 22 de abril de 2015
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Memórias dum tempo oblíquo 15-04-2014
Há tanto tempo que não escrevo. Será que a minha cabeça, o meu corpo, os meus sentidos, retomam o gesto ancestral e reflectido, que se espelha no tempo?
Retomo cheiros e memórias, passados tantos anos, como se o momento precedesse o lugar onde cristalizam os afectos. Porque de afectos já pouco se fala e, ainda menos, se sentem.
Içados em mastros de indiferença seguimos, incapazes de movimentar o sonho. Porque de tempos de pesadelos está o nosso tempo feito.
As brumas reflectem-se em horizontes incompletos, mordazes e insatisfeitos, e os nossos corpos acomodam-se às incertezas do momento. Momentos que têm gravados as garras dos abutres e que se colam à nossa pele como estigmas de pesadelos. Com eles dormimos e acordamos cansados, flácidos, moribundos. E já nem o riso nos desperta o olhar!
Esquece-se o riso, esquece-se a esperança, esquece-se o aroma do instante feito de olhares cúmplices, reflexos dos sentidos.
Para quando o tempo em o olhar voa satisfeito, livre e desperto?
Isa
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